Meu filho precisa de limites

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A palavra LIMITE quando consultada no dicionário, é definida como “marca que marca o fim de algo ou que delimita a fronteira de alguma coisa”. Ao ler parece ser muito simples, porém, a sua aplicação é bastante complexa, afinal limite é aquilo que nossos filhos vão desenvolver ao longo da vida para saber até onde eles podem ir, o que podem e que não podem fazer. E quem começa todo esse trabalho árduo são os pais, seguidos da família e da escola.

A criança vai testando, os pais percebem o confronto, sabem que tem de agir, mas não sabem muito bem como ou quando dar o primeiro passo. Dai é inevitável repetir aquela conhecida frase “na teoria é fácil, difícil é colocar isso em prática”; os dias tornam-se complicados e ganha quem for mais ágil e firme.

Se realmente os responsáveis pelas crianças pensam que ganha quem for mais ágil e firme, já começou errado. Pois quem sabe dos limites dos filhos são os pais. Cabo de guerra com a criança só na brincadeira, na maternidade não dá certo.

Além do mais, dizer “não” pro seu filho não é traumático, tampouco sua firmeza. Pelo contrário, faz bem. Afinal, a criança só vai saber até onde pode ir quando tem limites claros e estabelecidos. É assim que ela aprende a ajustar-se às regras e conhecer suas possibilidades. Uma criança com limites se sente mais segura para explorar, parte fundamental do desenvolvimento infantil. para muitos limite e autonomia parecer questões opostas, mas, quando se trata de educação, esses conceitos se conectam e mostram que trabalham juntos.

Independentemente da linha de educação que uma família decide seguir é preciso criar limites para que o desenvolvimento do seu filho seja saudável, tanto do ponto de vista psíquico quanto físico. É importante que o diálogo seja parte fundamental do relacionamento entre pais e filhos e que as regras sejam colocadas com equilíbrio, sem muito autoritarismo e sem excessiva permissividade.

A criança pode (e deve!) participar das escolhas. Assim, irá se sentir confortável para exprimir suas vontades. Como por exemplo, escolher o que quer comer ou vestir, mas dentro das poucas opções que a família oferecer. Se faz necessário que a participação de escolha do filho seja dentro das opções dos pais, porque assim, eles irão perceber que os pais é que estão no comando, mas sem deixar de respeita-lo. Se as opções não forem dadas, a mensagem transmitida(mesmo sem palavras) é de que “quem manda é o filho”.

Outro fator importante que deve ficar claro para a criança, é que existem consequências para as decisões que tomamos, sejam boas ou ruins. E esses conceitos podem ser aplicados desde cedo. Se os pais resolvem todos os problemas da criança, o processo de desenvolvimento de autonomia e responsabilidade será doloroso mais tarde.

Muitas vezes os próprios pais acabam perdendo a linha por não achar o equilíbrio. Às vezes são permissivos, por convicção ou até mesmo cansaço, ou são extremamente rígidos com medo de perder o controle dos filhos. Mas geralmente, os mais autoritários enfrentam a revolta dos filhos, e os permissivos acabam tendo que lidar com sintomas sérios de ansiedade, porque, sem limites, a criança se sente perdida.

Para não cair nessas armadilhas de superproteção ou liberdade excessiva, é preciso ter segurança. As regras e valores que queremos transmitir aos nossos filhos devem estar claros para todos. “Os limites devem estar relacionados com o que a criança pode ou não fazer, mas de forma alguma devem barrar as conquistas que as crianças estão fazendo ao longo da vida”, explica a psicóloga Ana Paula Magosso.

Os limites começam a ser estabelecidos desde o nascimento, quando a mãe, ainda que intuitivamente, vai definindo a nova rotina. Vale dizer ao bebê que é noite, por isso é hora de dormir. A criança começa a entender seus limites a partir do momento em que a mãe transmite essa informação pelas suas atitudes estáveis e coerentes. Pode acreditar, desde cedo ele já tem capacidade para começar a aprender, ainda que não responda totalmente aos estímulos. Utilizar frases curtas, objetivas,mas sempre explicativas podem ajudar.

Os limites devem mudar conforme a idade, mas o ponto crucial em qualquer fase é que o ‘sim’ deve significar ‘sim’ e o ‘não’ deve ser verdadeiramente um ‘não’, e que,’ às vezes’, pode-se negociar.

Quando se trata de limites, alguns pontos importantes precisam ser considerados: primeiro, sempre explique o motivo de as regras existirem, mesmo que a criança ainda não entenda é preciso deixar claro que ela irá viver em sociedade e que para tanto, se faz necessário seguir e respeitar algumas regras de convívio . Segundo, nunca minta, por mais que pareça uma mentira inocente, é preciso que se crie um elo de confiança. E, finalmente, respeite a criança como indivíduo e ensine que ela deve reparar seus erros.

Sobre Sabrina Castilhos

Sou Sabrina Castilhos da Silva Branco, Educadora apaixonada por gente e pela sala de aula, que é um espaço que me surpreende, encanta, desafia, ensina e me possibilita exercer a arte de Educar.

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