Concepções de Aprendizagem

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A aprendizagem foi e é estudada a partir de diversas concepções, que percebem o individuo e sua relação com o aprender de diferentes maneiras. Dentre elas:

  • INATISMO

Na concepção Inatista, a criança ao nascer já esta equipada com capacidades básicas, partindo da ideia de que os fatos que ocorrem após o nascimento não são importantes para o desenvolvimento humano, ou seja, o homem nasce pronto, o ambiente em que está incluso, a sociedade e a ação educativa interferem pouco no processo de desenvolvimento espontâneo do ser humano, eles podem apenas melhorar um pouco o que o sujeito possa vir a ser, modelando seu desenvolvimento.

O aluno é um ser ativo, sendo a aprendizagem um processo de dentro para fora. Esse aluno tem a capacidade de modificara a realidade de acordo apenas com os seus interesses, o professor tem a função de permitir o seu desenvolvimento.

  • INTERACIONISMO

De acordo com essa concepção o individuo nasce com um potencial, e sua interação com o meio é que possibilita que a aprendizagem se realize. Isso quer dizer que o ser humano vai construindo seus conhecimentos na interação com o meio em que esta inserido.

Nessa visão, o desenvolvimento do sujeito se dá através de fatores orgânicos e fatores ambientais. É na interação do sujeito com o mundo físico e social que as características peculiares da aprendizagem e do conhecimento vão sendo adquiridas.

Um dos representantes da corrente interacionista é o teórico suíço Jean Piaget. Para ele a criança age sobre o meio, e possui um modo de funcionamento cognitivo próprio que leva a se adaptar a esse meio e a organizar suas experiências. Pelo contato com pessoas e objetos, ela constrói seu conhecimento de mundo.

  • AMBIENTALISMO E EMPIRISMO

Para os adeptos da concepção ambientalista, o desenvolvimento de todo e qualquer ser humano é fruto das forças do ambiente, dos estímulos do meio em que vive e das experiências pelas quais passa. Não consideram outros aspectos da conduta humana, como sentimentos, aptidões, desejos…

Essa concepção é derivada da corrente filosófica, chamada de empirismo, que valoriza a experiência sensória como fonte de conhecimento. Os ambientalistas acreditam que a educação consiste em manipular ou condicionar comportamentos, e já que o aluno é um ser passivo, é a sociedade que modela o seu comportamento, portanto, a escola assim como a sociedade, condiciona o aluno, para que este possa obter respostas desejáveis ou extinguir as indesejáveis, uma vez que ele não tem a menos possibilidade de escolha, de autenticidade.

Jonhn Locke (1632 – 1704) filosofo inglês, foi quem afirmou que a nossa mente é uma “tabula rasa”, e que nossos conhecimentos são resultados das nossas experiências e sensações.

Para Watson (1878 – 1958), os comportamentos seriam as respostas aos estímulos do ambiente, e enfatizam a importância do condicionamento das respostas.

Já Skinner (1904 – 1990), acrescentou às ideias de Watson a noção de reforço, acreditando que o papel do ambiente é mais importante do que a maturação biológica. Para ele o comportamento depende do reforço para ser mantido ou tornar-se mais frequente, e se for retirado ou apresentado uma punição, o comportamento é extinto. O comportamento pode ainda ter influencia da imitação de outras pessoas que sirvam como modelo.

Sobre Sabrina Castilhos

Sou Sabrina Castilhos da Silva Branco, Educadora apaixonada por gente e pela sala de aula, que é um espaço que me surpreende, encanta, desafia, ensina e me possibilita exercer a arte de Educar.

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